quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Modelo de intervenção Psicopedagógica

INTERVENÇÃO DO DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO
“DÉFICIT DE ATENÇÃO – BAIXO RENDIMENTO ESCOLAR”

PROPOSTA

Intervenção a curto prazo

O que propomos neste trabalho é a preparação a todo corpo docente e discente, os orientado o que vem a ser o déficit de atenção, como trabalhar com a criança. Promovendo palestras, dinâmicas de grupo, filmes, trabalhos lúdicos, psicomotricidade e algumas técnicas de recreação.

Intervenção a longo prazo

Contratação de um Psicopedagogo para avaliação dos problemas de aprendizagem, orientação aos professores e pais.

Ao que se refere déficit de atenção:
O DDA ocorre como resultado de uma disfunção neurológica no córtex pré-frontal. Quando pessoas que têm DDA tentam se concentrar, a atividade do córtex pré-frontal diminui, ao invés de aumentar (como nos sujeitos do grupo de controle de cérebros normais). Assim sendo, pessoas que sofrem de DDA mostram muitos dos sintomas discutidos nesse capítulo, como fraca supervisão interna, pequeno âmbito de atenção, distração, desorganização, hiperatividade (apesar de que só metade das pessoas com DDA sejam hiperativas), problemas de controle de impulso, dificuldade de aprender com erros passados, falta de previsão e adiamento.


Percebemos o quanto é importante um grupo se relacionar bem, pois essa boa relação deixa todo o sistema fluir, quando não há essa concordância entre integrantes do grupo, se quebra a cadeia deste sistema, portanto ao que se refere a idéia de um bom desenvolvimento depende de um grupo estar bem inter-relacionado
A gestão participativa consideramos que é um trabalho em equipe e que pode favorecer a atuação de professores, de modo geral.
O trabalho coletivo é o melhor meio de atualização e reflexão sobre a ação educativa. Dependendo dos objetivos comuns, é possível dividir responsabilidades e executar atividades com subgrupos ou mesmo individualmente, desde que se garanta a troca constante de informações e a continuidade do trabalho na direção dos objetivos estabelecidos de comum acordo. É através do trabalho coletivo que a escola pode se transformar num espaço privilegiado de formação, não apenas para os alunos, mas para todos os educadores nela envolvidos. Libâneo (2001) define a escola como
uma organização, por ser esta uma unidade social que existe para alcançar determinados objetivos. Expõe que a “organização escolar é o conjunto de disposições, fatores e meios de ação que regulam a obra da educação ou um aspecto ou grau da mesma” (p.77). Essas disposições podem ser de ordem administrativa ou pedagógica. E a organização e a gestão da escola devem ser um trabalho coletivo, que mobilize os indivíduos em uma atuação conjunta em torno das metas traçadas.
Para isso, a escola deve ter objetivos comuns e compartilhados e é importante a participação de professores, pais, alunos e funcionários porque (...) a organização escolar democrática implica não só a participação na gestão, mas a gestão da participação, em função dos objetivos da escola (...). Para a gestão da participação, é preciso ter clareza de que a tarefa essencial da instituição escolar é a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem que, mediante as práticas pedagógico–didáticas e curriculares, propiciam melhores resultados de aprendizagem (p.81–82).

Para Morgan (1996) as”organizações são instituições complexas e que devem ser compreendidas em suas particularidades. Diz ele que(...) freqüentemente falamos sobre organizações como se elas fossem máquinas desenhadas para atingir fins e objetivas predeterminados que devessem funcionar tranqüila e eficientemente. E, como resultado desse tipo de pensamento,freqüentemente (...) tentamos organizá-las e administrá-las de maneira mecanicista(...)” (p.17).
Uma gestão da qual a comunidade e os integrantes da escola participam possibilita o conhecimento dos mesmos em relação aos serviços oferecidos e uma gestão participativa é fator essencial para se alcançar uma escola reflexiva, pois “a gestão de uma escola reside na capacidade de mobilizar cada um para a concretização do projeto institucional
Libâneo (2001) destaca que
existe uma cultura que influencia as atividades escolares e por isso é interessante o reconhecimento das particularidades de cada contexto, o que pode ser alcançado quando se dá voz a todos, a escola tem uma cultura própria que permite entender tudo o que acontece nela, mas essa cultura pode ser modificada pelas próprias pessoas, ela pode ser discutida, avaliada, planejada, num rumo que responda aos propósitos da direção, da coordenação pedagógica, do corpo docente (p.85).

Nosso trabalho de psicopedagogo deverá estar na participação consciente e na liberdade responsável. Só se garante a eficácia coletiva se a participação for centrada na responsabilidade. E para que haja essa participação, há que se ter consciência e responsabilidade, o que exigirá de todos presença, reflexão e crítica constantes. É preciso estar consciente de que conflitos e desafios não faltarão. Entretanto, o resultado passará a ser responsabilidade de todos e não apenas de um que poderá perder seu tempo e não encontrar soluções.
Entendemos que o clima relacional de uma escola tem seu eixo nos professores que nela atuam. A liderança de um diretor conduz esses relacionamentos à condição desejada e necessária para estabelecer o permanente diálogo entre a direção e todos os segmentos da escola como também a equipe pedagógica tem a função de proporcionar a busca de propostas de soluções conjuntas; possibilitando a identificação do trabalho coletivo como elemento propulsor. É sempre muito importante a oferta de recursos pedagógicos que atualizem e estimulem o trabalho do professor que traz benefícios ao processo pedagógico. Todos os membros da escola são co-responsáveis pelo trabalho coletivo.



OUTRAS METODOLOGIAS UTILIZADAS NA INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

1. Reunião com as crianças da escola – trabalho de escuta para sinalizarem os problemas, o que gostam ou não.

2. Oficinas de arte, música, leitura, teatro para desenvolver a capacidade de integração, socialização, criatividade, resistência, emocional, concentração, enfim... várias características de boa produtividade nas crianças e professores. Segundo BIONDO (2006),
é fundamental para a aprendizagem de um conceito que o aluno chegue, por meio de intervenções externas, à tomada de consciência, pois é pormeio dessa mediação que se pode trazer à consciência um conhecimento – um saber – que já existia como um saber fazer.
Segundo Piaget, “a tomada de consciência depende de regulações ativas que comportam escolhas mais ou menos intencionais e não de regulações sensorimotrizes mais ou menos automáticas”.
3. Aplicação de jogos como facilitador da estruturação da personalidade, ou seja, regras x limites.
4. Usar as aulas de dança (ballet) para algo a mais do que aprender a dançar, fazer do ballet um estimulador, um facilitador para a criança na concentração, desenvolvimento e criatividade.
5. Oficinas com os pais: trabalhar o lúdico com os alunos, pais e professores para uma melhor interação da família e escola.
De acordo com as pesquisas feitas para um embasamento teórico na intervenção Psicopedagógica citamos as autoras CÉSAR, PEREIRA, FRANÇA E CALSA, o seguinte:


Isto pode ser transformado, na medida em que a escola investir no acolhimento desse aluno, que é alguém especialmente receptivo à aprendizagem, repleto de curiosidade e que vai para a sala de aula com vontade de novas experiências. Diante disso, a escola deve ter mais do que nunca uma atitude intencional daquele que educa.
É necessária uma intervenção no processo de aprendizagem do aluno, na parte pedagógica, que envolve todo processo educativo desde a elaboração do planejamento até as práticas da sala de aula, com novas metodologias, recursos didáticos e até usar dos recursos tecnológicos. O ensinar deve ser entendido entre teoria e prática, onde as experiências anteriores e às vivencias pessoais dos alunos façam parte da vivência escolar.
(GRASSI,2008,p..21)

A escola é a principal instituição responsável não só pela educação do aluno, mas ir, além disto, colocando o aluno para usufruir de recursos variados que ela possa oferecer, levando em consideração toda experiência deste aluno em seu meio social, trabalhando sempre com o seu desenvolvimento cognitivo. Portanto a escola tende apresentar vários recursos e meios para uma boa aprendizagem, é o que afirma
A intervenção psicopedagógica representa um recurso importante, pois permite a aprendizagem e o desenvolvimento do sujeito, prevenindo intensificações ou equacionando dificuldades. Além disso, possibilita o desenvolvimento de funções mentais superiores necessárias a aprendizagem e a retomada de conteúdos escolares de forma lúdica e significativa. (GRASSI, 2008, p. 21)


Acerca das afirmativas destes autores, vimos que o trabalho em grupo é referencial para o desenvolvimento de qualquer instituição, seja empresarial, hospitalar e escolar, entre outras. O trabalho de interação e socialização se faz necessário para um bom desenvolvimento cognitivo e emocional. O investimento nas formas interventivas é necessário para um resultado satisfatório, investir no corpo docente, nos alunos e pais, partindo da orientação, trabalhos e oficinas, participação de um todo entre escola e família.
A avaliação de um diagnóstico de déficit de atenção deve ser feita pelo psicopedagogo, realmente havendo essa afirmativa em grande quantidade nas salas de aula, como nos foi dito, a escola tende ser trabalhada, investigada de uma maneira mais lenta e precisa, pois se pode tratar de uma ausência de didática nas salas de aulas, não direcionando culpa aos professores, onde aqui a questão não é culpar alguém, mas sim resolver onde está o centro do problema. Pois se pode tratar também de interesse destes alunos por uma aula diferenciada, a escola mescla o tradicional com o construtivismo, porém não trabalha o construtivismo como um todo, vimos que a criança não tem liberdade de se expressar, respondendo às questões elaboradas pelo professor com resposta objetiva. Mas Bossa (1994) afirma que os problemas de aprendizagem possuem origem na constituição do desejo do sujeito. As explicações para o fracasso escolar têm sido dadas com justificativa na desnutrição, nos problemas neurológicos e genéticos. Poucas são as explicações que enfatizam as questões inorgânicas, ou seja, as de ordem do desejo do sujeito.
Contudo, para entender os problemas de aprendizagem realizar diagnósticos e intervenções tornam-se necessário considerar os fatores tanto internos quanto externos desse sujeito, não devendo ser ignoradas as causas exógenas e endógenas.
Com o desejo de implementar a proposta interventiva, o psicopedagogo deve estar atento a receptividade dos participantes, acompanhando e avaliando todo o processo para um resultado projetado por ele, sendo satisfatório ou não. Esse acompanhamento deve ter a integração de todos destinados a este trabalho, professores, pais e principalmente alunos, que são o alvo da queixa institucional.






CONCLUSÃO

O presente trabalho nos faz crer o tão importante é a presença de um psicopedagogo em uma instituição, ao que se refere a problemas direcionados a aprendizagem, não se delimitando, mas sim abarcando todo o processo de aprendizagem; segundo BOSSA (1994) afirma que os problemas de aprendizagem possuem origem na constituição do desejo do sujeito. Tende se considerar fatores internos e externos.
O psicopedagogo tem que permear o tempo todo entre o sujeito, família, escola, fazendo um feedback da história de vida deste sujeito para uma reconstrução de fatos para corroborar na sua aprendizagem. É de fato que o psicopedagogo faça uso do trabalho interdisciplinar para um resultado eficiente tanto na intervenção quanto na prevenção colhendo recursos de áreas afins. O resultado de um bom trabalho se dá com um olhar de Águia, uma boa escuta, paciência, enfim várias características que fazem dele um bom profissional, e é claro dentro de sua ética.
Não tirar conclusões precipitadas é muito importante, pois uma boa avaliação advém de uma boa visualização (por toda a parte) do problema referido.
Este trabalho nos deu uma visão mais delicada ao termo Psicopedagogia institucional, pois aprendemos a não ver com os “olhos dos outros” e nem achar, mas verificar, descrever minuciosamente relatando, descrevendo o que tem que ser para constituirmos um bom diagnóstico e intervir de forma precisa e eficiente.





CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante de tudo que vimos na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, no nosso modo de ver o autor Kenneth Zeichner – 1993, tem razão quando aponta que no mundo todo existem hoje muitos esforços em andamento para melhorar a qualidade da educação para todos os alunos, com objetivos de assegurar que esta qualidade elevada de educação esteja disponível para todos. Assim esta ênfase dual sobre a qualidade e equidade educacionais representa uma mudança nos sistemas educacionais que serviam somente a uma minoria da elite. Logo a partir deste foco mundial sobre o aumento da qualidade e igualdade educacionais, há necessidade de uma mudança no tipo de ensino que acontece dentro das salas de aula. No livro “Escola e Democracia” de Dermeval Saviani - 2005, é ressaltada a importância de conhecermos a história da educação segundo suas influências políticas que possibilita o traçado de uma educação para o homem livre, crítico e consciente de seu tempo e sociedade. Assim também a autora Mitsi P. de Lacerda - 2002 em seu texto: Por uma formação repleta de sentido, durante toda a produção a sua preocupação é chamar atenção para a necessidade do educador compreender que não deverá aprender primeiro para fazer depois. E sim aprender ao mesmo tempo em que fazemos. O cotidiano escolar, é esfera de formação. Deveríamos colocar em prática os conhecimentos que produzimos compartilhando no interior da escola reflexões sobre nossas práticas, assim minimizando o descompasso entre a teoria e a prática, compreendendo o cotidiano escolar como espaço propício para nossas realizações de educador.
O diálogo entre teoria - prática - reflexão. Nem todos os objetivos foram alcançados, pois a construção do conhecimento e seu acompanhamento se fazem com as práticas no cotidiano escolar.

3 comentários:

  1. Olá!
    Adorei seu blog!
    Parabéns!
    Te convido a conhecer o meu...
    http://pratica-pedagogica.blogspot.com/
    Grande abraço!

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  2. ADOREI SEU BLOG, VC RELATOU SEM PONTO NEM VIRGULA, A DIFICULDADE QUE EU PASSO COM MINHA FILHA DE 10 ANOS E TEM DDA, O.QUE.VC ME ACONSELHA FAZER COM ELA EM CASA?
    PQ JA TENTEI DE TUDO MAIS ELA TEM MUITA DIFICULDADE DE COPIAR DA LOUSA.
    ME DE UMA SUGESTAO PELO MENOS.
    ERICA (ericarodrisilva@yahoo.com.br)

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