sábado, 26 de fevereiro de 2011

Diagnóstico Psicopedagógico Clínico

A psicopedagogia surge da necessidade dos problemas referentes à aprendizagem e seu processo, ela usa como recurso outros campos de conhecimento para abster-se de um embasamento teórico e criar seu próprio objeto de estudo. A psicopedagogia pode trabalhar de diversas formas, mas um de seus campos de atuação é a clínica, que seu objetivo é diagnosticar e tratar os sintomas do processo da não-aprendizagem.
O problema de aprendizagem está condicionado a vários outros fatores, não só educacional, mas psíquicos, orgânicos e ambientais. É por este motivo que a psicopedagogia busca sua intertextualidade em outras ciências. O que baseia a estrutura da psicopedagogia clínica é o diagnóstico.
Este processo de não aprendizagem é estudado e verificado minuciosamente pelo psicopedagogo, ele leva em consideração todos os aspectos intra e extra relacionado ao sujeito cognoscente. O ser cognoscente para ter uma certa estrutura de aprendente, transita em meio às práxis lógico-simbólica, ele precisa mesclar o objetivo e o subjetivo, para criar e aprender, quando uma destas estruturas sobrecarrega a outra, suas funções ficam desordenadas, portanto não há esse equilíbrio entre elas, consequentemente o sujeito não aprende.
A psicologia não dá conta dos fatores da aprendizagem, portanto a psicopedagogia entra em cena para descobrir, desvendar o mistério do não aprender, através é claro, do diagnostico. O diagnóstico psicopedagógico tem de ser avaliado e reavaliado para se chegar a um denominador comum. O psicopedagogo na clínica levanta hipóteses, busca fundamentações, analisa o sujeito em todo seu contexto; familiar, social, psíquico e educativo, levando sempre em consideração a cultura familiar que este ser está inserido. Este trabalho clínico está na relação entre o sujeito com sua história pessoal e seu modo de aprendizagem. O psicopedagogo deve buscar as causas do problema no seu trabalho investigativo, vale lembrar que um diagnóstico “objetivo” deve ser primordialmente levado em conta o eu do sujeito, o psicopedagogo não deve transferir seus achismos no histórico da causa, o psicopedagogo deve saber seus limites pessoais, suas competências, pois se trata de uma investigação de um outro ser.
A não aprendizagem leva ao psicopedagogo analisar vários aspectos tanto na estrutura orgânica quanto na interna do sujeito, é por isso que esse trabalho investigativo tem de seguir parâmetros já definidos pelo psicopedagogo.Ele visa obter uma compreensão da forma de como este sujeito aprende, os desvios, colhendo os dados obtidos através de pesquisas com as provas operatórias, na EOCA (Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem), e entrevistas de conversação livre e no modelo de aprendizagem, a avaliação da aprendizagem escolar, teste viso-motor, sessões lúdicas. O psicopedagogo busca várias ferramentas para investigar e avaliar o sujeito é através destes dados que ele busca fundamentos e levanta hipóteses, seguindo determinados passos para a melhor compreensão, refletindo como este processo se dá na criança. Estas hipóteses levantadas pelo psicopedagogo são testadas ao longo do diagnóstico para chegar a um senso comum, buscando finalmente dados da família com a anamnese, sobre o histórico desta criança e sua família, para assim fechar o que se resulta na hipótese final para relatar o processo investigativo, resultando assim na devolução.
É de práxis o psicopedagogo explorar todo o possível do sujeito, não ter com foco somente a não aprendizagem, mas levar em conta todo o contexto que o cerca. O que o impede de crescer cognitivamente falando, portanto através destes dados obtidos do sujeito e sua família ele preenche as lacunas de hipóteses. Vale lembrar que suas ferramentas de investigações são de acordo com cada sujeito e cada psicopedagogo alínea a sua. No diagnóstico é importante que seja esclarecido todas e quaisquer regras de relacionamento, horários e honorários.
Ao final de todo o processo investigativo, é dado o momento final de diagnosticar, ou seja, formular a única hipótese a partir das análises de dados, e suas relações, resultando assim em um prognóstico e uma indicação (caso necessário), e fechar a devolução.
Cada sujeito tem sua situação de não aprendizagem, o psicopedagogo por mais prática que tenha, tem de abster-se que cada sujeito é único e ele no diagnóstico passa de ensinante a ser aprendente daquela questão única.
É a nossa responsabilidade de psicopedagogos de buscar, questionar, observar, as dificuldades de aprendizagem, consequentemente a práxis da clínica psicopedagógica depende do conhecimento de si e do mundo, e muito importante de amar o que faz.
Por: Gisele Alves

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Veja mais conteúdo em www.psicopedagogiagisele.blogspot.com vejo vocês lá.
Bjs

Modelo de intervenção Psicopedagógica

INTERVENÇÃO DO DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO
“DÉFICIT DE ATENÇÃO – BAIXO RENDIMENTO ESCOLAR”

PROPOSTA

Intervenção a curto prazo

O que propomos neste trabalho é a preparação a todo corpo docente e discente, os orientado o que vem a ser o déficit de atenção, como trabalhar com a criança. Promovendo palestras, dinâmicas de grupo, filmes, trabalhos lúdicos, psicomotricidade e algumas técnicas de recreação.

Intervenção a longo prazo

Contratação de um Psicopedagogo para avaliação dos problemas de aprendizagem, orientação aos professores e pais.

Ao que se refere déficit de atenção:
O DDA ocorre como resultado de uma disfunção neurológica no córtex pré-frontal. Quando pessoas que têm DDA tentam se concentrar, a atividade do córtex pré-frontal diminui, ao invés de aumentar (como nos sujeitos do grupo de controle de cérebros normais). Assim sendo, pessoas que sofrem de DDA mostram muitos dos sintomas discutidos nesse capítulo, como fraca supervisão interna, pequeno âmbito de atenção, distração, desorganização, hiperatividade (apesar de que só metade das pessoas com DDA sejam hiperativas), problemas de controle de impulso, dificuldade de aprender com erros passados, falta de previsão e adiamento.


Percebemos o quanto é importante um grupo se relacionar bem, pois essa boa relação deixa todo o sistema fluir, quando não há essa concordância entre integrantes do grupo, se quebra a cadeia deste sistema, portanto ao que se refere a idéia de um bom desenvolvimento depende de um grupo estar bem inter-relacionado
A gestão participativa consideramos que é um trabalho em equipe e que pode favorecer a atuação de professores, de modo geral.
O trabalho coletivo é o melhor meio de atualização e reflexão sobre a ação educativa. Dependendo dos objetivos comuns, é possível dividir responsabilidades e executar atividades com subgrupos ou mesmo individualmente, desde que se garanta a troca constante de informações e a continuidade do trabalho na direção dos objetivos estabelecidos de comum acordo. É através do trabalho coletivo que a escola pode se transformar num espaço privilegiado de formação, não apenas para os alunos, mas para todos os educadores nela envolvidos. Libâneo (2001) define a escola como
uma organização, por ser esta uma unidade social que existe para alcançar determinados objetivos. Expõe que a “organização escolar é o conjunto de disposições, fatores e meios de ação que regulam a obra da educação ou um aspecto ou grau da mesma” (p.77). Essas disposições podem ser de ordem administrativa ou pedagógica. E a organização e a gestão da escola devem ser um trabalho coletivo, que mobilize os indivíduos em uma atuação conjunta em torno das metas traçadas.
Para isso, a escola deve ter objetivos comuns e compartilhados e é importante a participação de professores, pais, alunos e funcionários porque (...) a organização escolar democrática implica não só a participação na gestão, mas a gestão da participação, em função dos objetivos da escola (...). Para a gestão da participação, é preciso ter clareza de que a tarefa essencial da instituição escolar é a qualidade dos processos de ensino e aprendizagem que, mediante as práticas pedagógico–didáticas e curriculares, propiciam melhores resultados de aprendizagem (p.81–82).

Para Morgan (1996) as”organizações são instituições complexas e que devem ser compreendidas em suas particularidades. Diz ele que(...) freqüentemente falamos sobre organizações como se elas fossem máquinas desenhadas para atingir fins e objetivas predeterminados que devessem funcionar tranqüila e eficientemente. E, como resultado desse tipo de pensamento,freqüentemente (...) tentamos organizá-las e administrá-las de maneira mecanicista(...)” (p.17).
Uma gestão da qual a comunidade e os integrantes da escola participam possibilita o conhecimento dos mesmos em relação aos serviços oferecidos e uma gestão participativa é fator essencial para se alcançar uma escola reflexiva, pois “a gestão de uma escola reside na capacidade de mobilizar cada um para a concretização do projeto institucional
Libâneo (2001) destaca que
existe uma cultura que influencia as atividades escolares e por isso é interessante o reconhecimento das particularidades de cada contexto, o que pode ser alcançado quando se dá voz a todos, a escola tem uma cultura própria que permite entender tudo o que acontece nela, mas essa cultura pode ser modificada pelas próprias pessoas, ela pode ser discutida, avaliada, planejada, num rumo que responda aos propósitos da direção, da coordenação pedagógica, do corpo docente (p.85).

Nosso trabalho de psicopedagogo deverá estar na participação consciente e na liberdade responsável. Só se garante a eficácia coletiva se a participação for centrada na responsabilidade. E para que haja essa participação, há que se ter consciência e responsabilidade, o que exigirá de todos presença, reflexão e crítica constantes. É preciso estar consciente de que conflitos e desafios não faltarão. Entretanto, o resultado passará a ser responsabilidade de todos e não apenas de um que poderá perder seu tempo e não encontrar soluções.
Entendemos que o clima relacional de uma escola tem seu eixo nos professores que nela atuam. A liderança de um diretor conduz esses relacionamentos à condição desejada e necessária para estabelecer o permanente diálogo entre a direção e todos os segmentos da escola como também a equipe pedagógica tem a função de proporcionar a busca de propostas de soluções conjuntas; possibilitando a identificação do trabalho coletivo como elemento propulsor. É sempre muito importante a oferta de recursos pedagógicos que atualizem e estimulem o trabalho do professor que traz benefícios ao processo pedagógico. Todos os membros da escola são co-responsáveis pelo trabalho coletivo.



OUTRAS METODOLOGIAS UTILIZADAS NA INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA

1. Reunião com as crianças da escola – trabalho de escuta para sinalizarem os problemas, o que gostam ou não.

2. Oficinas de arte, música, leitura, teatro para desenvolver a capacidade de integração, socialização, criatividade, resistência, emocional, concentração, enfim... várias características de boa produtividade nas crianças e professores. Segundo BIONDO (2006),
é fundamental para a aprendizagem de um conceito que o aluno chegue, por meio de intervenções externas, à tomada de consciência, pois é pormeio dessa mediação que se pode trazer à consciência um conhecimento – um saber – que já existia como um saber fazer.
Segundo Piaget, “a tomada de consciência depende de regulações ativas que comportam escolhas mais ou menos intencionais e não de regulações sensorimotrizes mais ou menos automáticas”.
3. Aplicação de jogos como facilitador da estruturação da personalidade, ou seja, regras x limites.
4. Usar as aulas de dança (ballet) para algo a mais do que aprender a dançar, fazer do ballet um estimulador, um facilitador para a criança na concentração, desenvolvimento e criatividade.
5. Oficinas com os pais: trabalhar o lúdico com os alunos, pais e professores para uma melhor interação da família e escola.
De acordo com as pesquisas feitas para um embasamento teórico na intervenção Psicopedagógica citamos as autoras CÉSAR, PEREIRA, FRANÇA E CALSA, o seguinte:


Isto pode ser transformado, na medida em que a escola investir no acolhimento desse aluno, que é alguém especialmente receptivo à aprendizagem, repleto de curiosidade e que vai para a sala de aula com vontade de novas experiências. Diante disso, a escola deve ter mais do que nunca uma atitude intencional daquele que educa.
É necessária uma intervenção no processo de aprendizagem do aluno, na parte pedagógica, que envolve todo processo educativo desde a elaboração do planejamento até as práticas da sala de aula, com novas metodologias, recursos didáticos e até usar dos recursos tecnológicos. O ensinar deve ser entendido entre teoria e prática, onde as experiências anteriores e às vivencias pessoais dos alunos façam parte da vivência escolar.
(GRASSI,2008,p..21)

A escola é a principal instituição responsável não só pela educação do aluno, mas ir, além disto, colocando o aluno para usufruir de recursos variados que ela possa oferecer, levando em consideração toda experiência deste aluno em seu meio social, trabalhando sempre com o seu desenvolvimento cognitivo. Portanto a escola tende apresentar vários recursos e meios para uma boa aprendizagem, é o que afirma
A intervenção psicopedagógica representa um recurso importante, pois permite a aprendizagem e o desenvolvimento do sujeito, prevenindo intensificações ou equacionando dificuldades. Além disso, possibilita o desenvolvimento de funções mentais superiores necessárias a aprendizagem e a retomada de conteúdos escolares de forma lúdica e significativa. (GRASSI, 2008, p. 21)


Acerca das afirmativas destes autores, vimos que o trabalho em grupo é referencial para o desenvolvimento de qualquer instituição, seja empresarial, hospitalar e escolar, entre outras. O trabalho de interação e socialização se faz necessário para um bom desenvolvimento cognitivo e emocional. O investimento nas formas interventivas é necessário para um resultado satisfatório, investir no corpo docente, nos alunos e pais, partindo da orientação, trabalhos e oficinas, participação de um todo entre escola e família.
A avaliação de um diagnóstico de déficit de atenção deve ser feita pelo psicopedagogo, realmente havendo essa afirmativa em grande quantidade nas salas de aula, como nos foi dito, a escola tende ser trabalhada, investigada de uma maneira mais lenta e precisa, pois se pode tratar de uma ausência de didática nas salas de aulas, não direcionando culpa aos professores, onde aqui a questão não é culpar alguém, mas sim resolver onde está o centro do problema. Pois se pode tratar também de interesse destes alunos por uma aula diferenciada, a escola mescla o tradicional com o construtivismo, porém não trabalha o construtivismo como um todo, vimos que a criança não tem liberdade de se expressar, respondendo às questões elaboradas pelo professor com resposta objetiva. Mas Bossa (1994) afirma que os problemas de aprendizagem possuem origem na constituição do desejo do sujeito. As explicações para o fracasso escolar têm sido dadas com justificativa na desnutrição, nos problemas neurológicos e genéticos. Poucas são as explicações que enfatizam as questões inorgânicas, ou seja, as de ordem do desejo do sujeito.
Contudo, para entender os problemas de aprendizagem realizar diagnósticos e intervenções tornam-se necessário considerar os fatores tanto internos quanto externos desse sujeito, não devendo ser ignoradas as causas exógenas e endógenas.
Com o desejo de implementar a proposta interventiva, o psicopedagogo deve estar atento a receptividade dos participantes, acompanhando e avaliando todo o processo para um resultado projetado por ele, sendo satisfatório ou não. Esse acompanhamento deve ter a integração de todos destinados a este trabalho, professores, pais e principalmente alunos, que são o alvo da queixa institucional.






CONCLUSÃO

O presente trabalho nos faz crer o tão importante é a presença de um psicopedagogo em uma instituição, ao que se refere a problemas direcionados a aprendizagem, não se delimitando, mas sim abarcando todo o processo de aprendizagem; segundo BOSSA (1994) afirma que os problemas de aprendizagem possuem origem na constituição do desejo do sujeito. Tende se considerar fatores internos e externos.
O psicopedagogo tem que permear o tempo todo entre o sujeito, família, escola, fazendo um feedback da história de vida deste sujeito para uma reconstrução de fatos para corroborar na sua aprendizagem. É de fato que o psicopedagogo faça uso do trabalho interdisciplinar para um resultado eficiente tanto na intervenção quanto na prevenção colhendo recursos de áreas afins. O resultado de um bom trabalho se dá com um olhar de Águia, uma boa escuta, paciência, enfim várias características que fazem dele um bom profissional, e é claro dentro de sua ética.
Não tirar conclusões precipitadas é muito importante, pois uma boa avaliação advém de uma boa visualização (por toda a parte) do problema referido.
Este trabalho nos deu uma visão mais delicada ao termo Psicopedagogia institucional, pois aprendemos a não ver com os “olhos dos outros” e nem achar, mas verificar, descrever minuciosamente relatando, descrevendo o que tem que ser para constituirmos um bom diagnóstico e intervir de forma precisa e eficiente.





CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante de tudo que vimos na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, no nosso modo de ver o autor Kenneth Zeichner – 1993, tem razão quando aponta que no mundo todo existem hoje muitos esforços em andamento para melhorar a qualidade da educação para todos os alunos, com objetivos de assegurar que esta qualidade elevada de educação esteja disponível para todos. Assim esta ênfase dual sobre a qualidade e equidade educacionais representa uma mudança nos sistemas educacionais que serviam somente a uma minoria da elite. Logo a partir deste foco mundial sobre o aumento da qualidade e igualdade educacionais, há necessidade de uma mudança no tipo de ensino que acontece dentro das salas de aula. No livro “Escola e Democracia” de Dermeval Saviani - 2005, é ressaltada a importância de conhecermos a história da educação segundo suas influências políticas que possibilita o traçado de uma educação para o homem livre, crítico e consciente de seu tempo e sociedade. Assim também a autora Mitsi P. de Lacerda - 2002 em seu texto: Por uma formação repleta de sentido, durante toda a produção a sua preocupação é chamar atenção para a necessidade do educador compreender que não deverá aprender primeiro para fazer depois. E sim aprender ao mesmo tempo em que fazemos. O cotidiano escolar, é esfera de formação. Deveríamos colocar em prática os conhecimentos que produzimos compartilhando no interior da escola reflexões sobre nossas práticas, assim minimizando o descompasso entre a teoria e a prática, compreendendo o cotidiano escolar como espaço propício para nossas realizações de educador.
O diálogo entre teoria - prática - reflexão. Nem todos os objetivos foram alcançados, pois a construção do conhecimento e seu acompanhamento se fazem com as práticas no cotidiano escolar.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Venda de Caixa Operatória Piaget









 




























Material da Caixa Operatória

10 fichas azuis
10 fichas vermelhas

2 massas de modelar cores diferentes soft
1 balança

2 placas verdes 20x25 cm                                      
VALOR R$ 300,00 
12 quadrados vermelhos
1 vaquinha ou animal herbívoro           DEPÓSITO BANCÁRIO. ENVIO POR SEDEX - POR CONTA

2 copos iguais de acrílico                                                    CLIENTE
1 copo fino e comprido
1 copo largo e baixo
4 copinhos
2 anilinas

1 cordinha 25 cm
1 cordinha 20 cm

5 círculos de 2,5 cm
5 quadrados de 2,5 cm
5 círculos de 5 cm
5 quadrados de 5 cm
2 caixas em MDF de 5 cm de altura e 13 cm de lado

13 flores ou animais ou frutas

1 tabuleiro 40x30 com intersecção

17 fichas verdes
10 fichas amarelas
6 lilases
1 branca
1 saco de pano

1 lápis
1 borracha
1 régua

1 caixa em MDF 40 x 30 e 15 cm altura personalizada.



OBS: TODAS AS FICHAS, AS CAIXAS PEQUENAS E A CAIXA GRANDE SÃO EM MDF, O QUE DIFERE DE MUITAS NO MERCADO. E AINDA PERSONALIZDAS.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A metáfora da borboleta e a psicopedagogia.

"Lembro-me de uma manhã em que eu havia descoberto um casulo na casca de uma árvore, no momento em que a borboleta rompia o invólucro e se preparava para sair. Esperei bastante tempo, mas estava demorando muito, e eu estava com pressa. Irritado, curvei-me e comecei a esquentar o casulo com meu hálito. Eu o esquentava e o milagre começou a acontecer diante de mim, a um ritmo mais rápido que o natural. O invólucro se abriu, a borboleta saiu se arrastando e nunca hei de esquecer o horror que senti então: suas asas ainda não estavam abertas e com todo o seu corpinho que tremia, ela se esforçava para desdobrá-las. Curvado por cima dela, eu a ajudava com o calor do meu hálito. Em vão. Era necessário um acidente natural e o desenrolar das asas devia ser feito lentamente ao sol - agora era tarde demais. Meu sopro obrigara a borboleta a se mostrar toda amarrotada, antes do tempo. Ela se agitou desesperada, alguns segundos depois morreu na palma da minha mão. Aquele pequeno cadáver é, eu acho, o peso maior que tenho na consciência. Pois, hoje entendo bem isso, é um pecado mortal forçar as leis da natureza. Temos que não nos apressar, não ficar impacientes, seguir com confiança o ritmo do Eterno."

Para refletir
Esta pequena história nos faz pensar num dos aspectos do trabalho psicopedagógico, ou seja, sobre o respeito ao aluno e às necessidades de aprendizagem de cada criança. A lagarta passa por um longo processo de transformação para virar borboleta e poder voar. A lagarta se alimenta muito para crescer. Este "alimenta-se para crescer" do ponto de vista da psicopedagogia são as experiências que a criança vai adquirindo em contato com as pessoas, os objetos e o mundo em geral. Há que se selecionar os "alimentos estímulos" mais apropriados para este crescimento. Depois, ao formar o casulo, a lagarta entra em repouso. Este tempo é necessário para que haja uma assimilação e uma acomodação das experiências, para que o sujeito as possa tomar como suas, fazendo e refazendo, como se construísse o seu casulo. Mas, há o tempo de sair do casulo e poder voar. Tempo de mostrar, de expressar, de comunicar. As formas de mostrar o que se sabe são variadas, às vezes são desenhos, ou são novas brincadeiras, ou, até novas perguntas. Só que cada lagarta tem seu tempo de casulo e seu tempo de ser borboleta. Não há como forçar e nem como acelerar os tempos, sem o risco de perdermos o vôo da borboleta!

Extraído de www.4shared.com

Anamnese


"O importante não é o dado em si mas o sentimento
e a significação outorgada ao mesmo ". (Fernandez,
Alicia. 1990)
A história de vida do paciente tem sido, para mim,
um dos principais instrumentos para a compreensão do
processo de instalação das dificuldades de aprendizagem.
Através da reconstrução dessa história, busca-se
Instrumental para Diagnóstico Psicopedagógico
prender o dado e o significado que ele contém através
do discurso e da análise, não só do que é relatado, mas
de como é relatado e do que é ocultado. As fraturas do
discurso indicarão, nesses instantes iniciais, o caminho
a seguir.
Cabe ao psicopedagogo conduzir a entrevista com
os pais, preferencialmente pai e mãe, e para tanto deve
ter claro os objetivos que pretende alcançar. Não se deve
perder de vista que muitos acontecimentos relatados são
falsas lembranças, que se baseiam apenas no desejo do
que deveria ter sido e não na realidade dos fatos.
Dois momentos importantes deverão ser considerados:
nesta etapa as circunstâncias pré-natais e
neonatais.

Marcia Siqueira de Andrade